O primeiro passo para escrever com consciência
Escrever é uma prática antiga. Muito antes da velocidade das telas e das mensagens instantâneas, homens e mulheres já se inclinavam sobre folhas em branco para organizar pensamentos, registrar inquietações, compreender a própria mente e deixar algum vestígio de sua passagem pelo mundo. Nos antigos mosteiros, copistas atravessavam madrugadas copiando livros à mão. Outros escritores começavam apenas fazendo anotações marginais, pequenos fragmentos, observações dispersas. Muitos aprenderam a escrever copiando páginas inteiras de autores que admiravam. Outros, inconformados porque uma história havia terminado, continuavam escrevendo, após acabar o livro que estavam lendo, para permanecer dentro daquele universo por mais algum tempo.
A escrita sempre foi mais do que técnica. Ela é repetição, permanência, observação e presença. Este curso nasce dessa experiência. Há anos, o professor mantém um exercício diário de escrita manual: duas páginas por dia, escritas em folhas brancas com caneta azul, uma ao amanhecer e outra antes do sono. Mais de mil páginas já foram atravessadas nesse ritual silencioso de observação da linguagem. Em alguns dias, a escrita flui lentamente; em outros, acelera sem motivo aparente. Às vezes a letra muda, o ritmo se altera, surgem repetições, atalhos, palavras automáticas, pequenas ansiedades escondidas dentro das frases.
E é justamente aí que começa a consciência da escrita. As palavras-muleta revelam algo importante: a mente tentando avançar rápido demais, resumindo aquilo que talvez precisasse ser melhor observado, melhor sentido, mais plenamente expresso.
Neste curso, você aprenderá a perceber esses automatismos e a recuperar o domínio da própria linguagem. Não para escrever de forma rígida ou artificial, mas para escrever com mais presença, mais clareza e mais verdade.
Porque toda escrita consciente começa assim: com alguém diante de uma folha em branco, observando atentamente o nascimento das próprias palavras.


Percebi que minha escrita era toda engessada em torno de palavras, expressões, palavras que se repetiam o tempo todo e era pouco conciente disso. Com o curso o aprendizado é libertador.