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Sou marido, pai, avô de dois meninos e uma menina, e tenho uma irmã e um irmão, cunhados, sobrinhos, primos, todos uns queridos que o meu coração aprova; tenho ainda alguns amigos, bastantes colegas, muitos conhecidos e oitenta mil seguidores no TikTok. Mas o mais difícil nessa teia de afetos tem sido lidar com as perdas. Calculo que, desde o primeiro vizinho de prédio que morreu de enfarte, na remota Lisboa de 1956, até as mortes recentes, devo ter perdido cerca de 200 pessoas próximas.